Antes de conquistar o Brasil com 'Chaves', Chespirito fez visita única ao país no Paraná e não voltou mais

  • 31/08/2025
(Foto: Reprodução)
Antes de conquistar o Brasil com 'Chaves', Chespirito fez visita única ao país no Paraná Criador de personagens inesquecíveis como Chaves e Chapolin, o ator e roteirista mexicano Roberto Gómez Bolaños esteve no Brasil uma única vez durante os seus 60 anos de carreira — e essa visita aconteceu em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O episódio foi registrado pelo próprio artista, também conhecido como Chespirito, em sua autobiografia. Fãs e pessoas próximas ao elenco do seriado também guardam memórias da viagem. A passagem pelo Brasil aconteceu em 1981, quando os integrantes do seriado Chaves realizavam uma turnê pela América do Sul. À época, a visita passou quase despercebida, uma vez que o seriado era televisionado em alguns países da América Latina, mas não havia chegado ao Brasil. Foi só em 1984 que a produção teve os direitos de exibição adquiridos pelo SBT. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp Na visita, o elenco se apresentou em Ciudad del Este, no Paraguai, e, por sugestão dos organizadores, se hospedou no lado brasileiro da fronteira, onde Chespirito se impressionou com o espetáculo natural. "Justamente em Foz do Iguaçu, cidade vizinha às imponentes Cataratas do Iguaçu. No dia seguinte fomos ver as Cataratas, as maiores do mundo (em largura) e talvez as mais bonitas. São centenas de 'cortinas' de água, de diversos tamanhos e posicionadas em vários níveis, de modo a formarem um espetáculo que pode ser descrito como esplêndido", escreveu. Além das Cataratas, Chespirito também conheceu a Usina Hidrelétrica de Itaipu, antes de ser inaugurada. Locais onde Chespirito passou em Foz do Iguaçu, no Paraná Arte/g1 "Não menos belo, é outro espetáculo muito próximo do anterior, só que esse não é produto da Mãe Natureza, mas do homem, aquela entidade maravilhosa que conseguiu até modificar a própria natureza", descreveu na autobiografia. No livro, ele relatou, também, que seu grupo teve acesso especial à construção e até cruzaram o leito do reservatório de jipe, algo que, pouco tempo depois, passou a ser impossível após o enchimento definitivo da barragem com as águas do Rio Paraná. Chaves e Chapolin no Globoplay: Série estreou em julho, com 88 episódios cada um. Criados por Chespirito, os seriados mexicanos foram exibidos originalmente entre as décadas de 1970 e 80, marcando gerações com as aventuras inusitadas dos personagens principais. Segundo James Revolti, programador e fã que se dedica há anos às pesquisas sobre as obras de Chaves, na turnê junto com Chespirito estavam também: Maria Antonieta de las Nieves - Chiquinha; Florinda Meza - Dona Florinda; Edgar Vivar - Seu Barriga; Rubén Aguirre - Professor Girafales; Angelines Fernándes - Dona Clotilde; Horácio Gómez Bolaños - Godinez. Initial plugin text Encontro histórico, mas silencioso A visita de Chespirito ao Brasil, embora breve e praticamente invisível para o público da época, permanece como uma relíquia emocional para os fãs brasileiros. O registro do próprio Bolaños, combinado com os relatos de pesquisadores e familiares do elenco, ajuda a preservar a memória da visita. Guillermo Cárdenas, figurante da série, Maria Antonieta (Chiquinha) e funcionário da Itaipu. Arquivo pessoal: Guillermo Cárdenas Jr Segundo Renan Garcia, roteirista e fã que estuda as obras de Bolaños há 15 anos, a visita aconteceu em uma época em que Chaves não era um fenômeno no Brasil. "Em 1981 ninguém sabia quem eles eram por aqui [...] Foi uma visita pequenininha. Infelizmente a gente lida com isso com muita dor no coração, porque ele foi para todos os lugares, foi para todos os países da América Latina", disse Renan. Leia mais histórias do Paraná: 'Tarzan das Cataratas': Conheça o homem que desbravou as cataratas com uma corda Quatro netos: Irmãs ficam grávidas ao mesmo tempo, e pais delas se tornarão avós pela 1ª vez Footgolf: esporte mistura regras do golfe com a bola do futebol e conquista gerações no Paraná Imagens raras da passagem da turma do Chaves por Foz do Iguaçu também foram guardadas pelo mexicano Guillermo Cárdenas Júnior, filho de Guillermo Cárdenas, que trabalhou diretamente com Chespirito e integrou o elenco da série como figurante. Cárdenas, que faleceu aos 65 anos em 22 de dezembro de 2017, ficou conhecido por participações em Chaves, Chapolin e Dr. Chapatin, com destaque para seu personagem "Narigudo". Além de figurante, Guillermo também trabalhou nos bastidores em diversas funções, como sonoplasta. Guillermo Cárdenas, figurante, ao lado do Seu Madruga. Na foto à direita, é ele visitando as Cataratas do Iguaçu Cedida por Guillermo Cárdenas Jr Fenômeno no Brasil, Chespirito não voltou mais ao país Segundo os fãs Renan Garcia e James Revolti, Chespirito teve outras oportunidades para visitar o Brasil, mas nenhuma acabou dando certo. "Teve um anúncio de show no começo dos anos 1990, depois rolou quando ele fez o Diário do Chaves, que ele falou que queria promover no Brasil... Mas não veio. Depois ele fez uma peça de teatro chamada '11 y 12', que foi muito grande lá no México e eles falaram que estavam com datas, mas não vieram [...] Isso foi muito triste, sabe? Fica ainda um gostinho amargo, não dá para negar, não", disse Renan. De acordo com a pesquisa de James, o ator mexicano quase veio ao Brasil nas seguintes ocasiões: Na turnê da peça "11 y 12", em 2009. Mesmo com o anúncio, não vieram para o Brasil. Na sua vinda para lançar a autobiografia, em 2007. Mas o livro não foi lançado no Brasil e os problemas de saúde também podem ter atrapalhado Chespirito dessa vez; No lançamento do livro "O Diário do Chaves no Brasil", em 2006; A entrevista no programa "Falando Francamente", do SBT, em 2002, que não aconteceu; A turnê nos anos 1990, cancelada devido à barreira do idioma e da situação política no Brasil; Depois da fama, segundo James, Chespirito só não passou por dois países da América Latina: Brasil e Cuba. "Brasil por causa da questão do idioma, né? Já que o programa era produzido em espanhol, então era mais fácil exportar para todos os países que falavam espanhol", disse. Quem foi Roberto Bolaños Roberto Gomes Bolaños durante apresentação da fundação Chespirito na Cidade do México em 2008 Francisco Vega/AFP Dono de frases antológicas como "ninguém tem paciência comigo" e "não contavam com a minha astúcia", que marcaram gerações de fãs em toda a América Latina, Roberto Gómez Bolaños foi criador dos seriados "Chaves" e "Chapolin". Ele morreu em novembro de 2014, aos 85 anos. 'Chespirito: Sem Querer Querendo': Como é a série sobre Chaves, Chapolin e Roberto Gómez Bolaños Bolaños nasceu na Cidade do México em 21 de fevereiro de 1929. Estudou engenharia, mas nunca exerceu a profissão. Praticou boxe e era um fanático torcedor do clube de futebol mexicano América. Começou sua carreira profissional na publicidade, onde começou a trabalhar em roteiros. O apelido "Chespirito" (diminutivo para "Shakespeare") foi dado a Roberto Gómez Bolaños pelo diretor de cinema Agustín P. Delgado por causa da altura de 1,60. Começou a carreira de ator em 1968, mas foi só a partir de 1970 que as séries que fizeram de Bolaños um gigante do humor começaram a ser exibidas em diferentes países da América Latina. Turma do Chaves visitando a Usina Hidrelétrica de Itaipu, em 1981 Cedida por Guillermo Cárdenas Jr VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Oeste e Sudoeste.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2025/08/31/brasil-chaves-chespirito-visita-unica-parana.ghtml


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